Feche indefinido

Este blog, como todo nesta vida, tem um tempo de vida. E, pola minha banda, acho que esse momento chegou para ele. Certamente, foi umha «travessia arcana», mais é hora de chegar a porto e descansar.

O blog nom se atualizará a partir de agora. O autor nom descarta continuar máis adiante com ele, mais agora nom é o momento. Outras tarefas máis mundanas tera-no ocupado mentres tanto.

E sem mais despedo-me, nom sem agradecer á gente de Blogaliza as possibilidades que me brindarom, tampo a mim como a varios centos de blogueiro, de poder expresar-nos livremente.

Adeus e até sempre!

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Parte V. Presente e futuro. Conclusom

Certamente, o mundo está nestes momentos num ponto crítico. A crise sistémica á que se refirem algúns autores, afeta também ás ideologias e movimentos sociais.
Seguindo o curso dos acontecementos, a começos do seculo XX, o galeguismo quedou relegado a um só partido político com representaçom parlamentaria. O que sucedeu nestes últimos anos ficou amplamente documentado em diferentes meios, polo que nom vou dar conta diso. Embora, tenho varios cenarios possíveis para o futuro:
- Um primeiro, no q o Bloco esmorece paulatinamente e lentamente fica cada vez como um socio, ao estilo de IU no estado.
- O segundo, no que o Bloco repunta e o país fica dominado por umha grande maioria de «esquerdas» durante anos.
- O terceiro, e na atualidade o menos provável dos tres, em que aparece um nova forza galeguista, ideológicamente transversal, que dea pulo ao nacionalismo.
Seja qual seja o novo cenario, saberémo-lo nos próximos anos. Acho máis provável o primeiro, ainda que desejo qualquera dos outros dous.
Pola minha parte, conclúo de momento esta serie, á espera de aposentar-me e poder escrever máis profundamente sobre estes temas. Como já adiantara, vou escrever máis esporádicamente neste blogue a partir de agora, ainda que vou seguir facéndo-o quando me pete, e mentres aínda nos quede Blogaliza.

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Parte IV. A época atual e a fim dum ciclo

Este último é, se quadra, o máis difícil de toda a serie. Ainda que deveria ser máis fácil narrar a época na que um se acha, o punto de vista sempre será máis subjectivo. Máis «a pé de campo». Comezamos onde o deixamos, chega Fraga, que presidirá/reinará o país durante 16 anos, o galeguismo de centro-direita desaparece e o anteriormente radical BNG cresce até acaparar todo o espectro galeguista/nacionalista/soberanista.

Durante eses dezaseis anos 1989-2005, a GZ sufre umha intensa transformaçom debida, num 99%, á chegada de grandes fondos procedentes da Uniom Europeia. Esses fondos, ridículos até os 90 e que começaram a fraquear, curiosamente, a partir de 2007 com a chegada da crise, ou depressom atual, provoca grandes mudanças na composiçom social. Essa composiçom que se ve marcada polo progressivo avelhentamento da populaçom, a marginalizaçom produtiva (que nom econômica) do rural e a já practicamente irreversível castelanizaçom.

O ciclo económico marca o ascenso e posterior declive do Bloco (BNG), que nos primeiros anos, marcados pola forte intensidade da recessom de começos dos 90 o eleva (ajudado também polo seu líder carismático, Xosé Manuel Beiras) e, posteriormente provocará o seu declive com o sucesso do que os livros de historia conheceram como «A Espanha do Tixolo». A esse fato tambem contribuiram as lutas intestinas dentro da organizaçom ao converter-se em hegemónica dentro da súa ideologia.

Outro punto de inflexom importante, ao meu criterio é o assasinato de Miguel Ángel Blanco em 1997 (toda umha conmoçom) e o governo de coaçom (segundo a ideia centralista) ou colaboraçom (segundo a ideia catalana) do 95-99 e a posterior maioria absoluta nas eleçons gerais da ultra-direita nacionalista espanhola (PP). A partir de entóm, e este é um fato importante, o «regionalismo periférico» convérte-se no inimigo número um do Estado español. Desde entom e sobretudo durante toda primeira década do milenio (até hoje) asistiremos ao desplegue por parte dos meios afíns ao poder central ( a maioria ) a umha criminalizaçom dos partidos e movementos nacionalistas.

Pouco se tem falado desse tema, incluso nos ambentes galeguistas, ja que é algo que até agora se deu por feito. Embora, a quantidade de recursos empregados para criar um clima hostil hacia o nacionalismo merece ser objeto dum profundo estudo. Frente a isso, as fortes limitaçoes econômicas do galeguismo, pouco puiderom para fazerem fronte a essa avalancha. Pola contra, na Catalunya e na Euskal Herria, os seus lobbies sim que derom para conter a ofensiva «espanholista». Este é um fato também recurrente na historia da Galiza.

O papel dos meios de comunicaçom foi máis importante que nunca nesta última etapa. O monopolio deles por parte de sectores afíns á ultradereita e ao centralismo em geral relegarom a um segundo plano eventos como o afundimento do petroleiro Prestige. Um desastre que no tempo se revelaria nom só biologico se nom também psicologico, ja que para muita gente foi a prova de que o dinheiro curava todas as fraqueças, também as do espírito.

E vou rematando, porque me estou ponhendo demasiado lírico. No meu último post da serie, escreverei sobre certas consecuencias dos erros, e éxitos pasados e, sobretudo, das possibilidades do futuro. Possibilidades limitadas no espaço, máis ilimitadas no tempo.

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Parte III. A ditadura e a segunda restauraçom

Continuando onde o deixara na anterior entrada, agora vou tentar explicar que sucedeu depois da Guerra do 36. Entender o que sucedeu é fundamental para entender a situaçom actual.

Tem-se falado muito do represom franquista e do exilio, mais nom das consecuencias dessa repressom. Por um lado, umha vez consolidado o régime, aló polos anos 50, um grupo de intelectuais afíns ao régime e encabeçados por Ramón Piñeiro, funda o Grupo Galaxia. Esta personagem, antigo espia da CIA, terá o valor de voltar construir sob as cinças em plena represom. A sua filiaçom ao régime, junto á doutros como Álvaro Cunqueiro (falangista), permíte-lhe certo margem de liberdade para publicar em galego mentres restrinxa a súa açom ao ámbito cultural e elitista, isto é, alheio ás massas populares. Essa actitude «colaboracionista» e conformista valeria-lhe muitas críticas e opinións.

Na outra beira do Atlántico, no exilio, o Partido Galeguista desaparece nos anos 50. Umha década depois, fúnda-se um partido comunista, a Uniom do Povo Galego (UPG), que com o paso do tempo logrará coordinar a gente de diferentes ideologias em oposiçom ao poder imperante. O fato de ser comunista vém de ser o marxismo a referencia anti-fascista e anti-franquista da época. As diferencias exacerbám-se quando um dos polos acapara o poder, polo que sector máis activo contra a ditadura foi o máis oposto (daquela pensáva-se assim) á súa ideologia. Umha anécdota deste tempo era que o pensamento marxista imperante no galeguismo de esquerdas da época era o maoismo: O PC da URSS nom reconhecia outro partido que o PC de España, que por outra banda após a guerra tornou centralista e deijou de reconhecer o direito de autodeterminaçom dos povos de Espanha ( esse seria o PCPE, mais isso fica já como anécdota da historia).

Outra clave do período, é a consecución do hoxe pouco apreciado Estatuto de Autonomia. Num principio, esse «privilegio» foi concedido exclusivamente a tres comunidades históricas: País Vasco,  Catalunya e Galiza. A emigraçom masiva e o sempre delicado estado do entramado económico-empresarial galego fisserom  que as vantagens do auto-governo ficasem soterradas co paso do tempo polo caciquismo e nepotismo ao que actualmente estamos acostumados. A concessom das 17 autonomias rematou de despreciar o tanto trabalho custou lograr e polo que tantos chegarom a sacrificar.

Conforme a «longa noite de pedra» se acavava, diferentes tendencias enfrontariam-se nas primeiras elecçons da «democracia» até os anos 80, só que numha forma heterogénea e arrastrada polas circunstancias:

  • O «pinheirismo»: Ramón Pinheiro optou por convencer a figuras do galeguismo cultural de presentárem-se nos partidos centralistas, destruindo a possibilidade de criar um «frente comum» como os existentes na Catalunya e em Euskal Herria.
  • O «centrismo»: Coalición Galega fora um partido mui importante que apareceu como representante da tenue clase empresarial galega que emergera da ditadura e, sobre tudo, do boom económico do último terço do século XX. Falarei del máis adiante, ja que, ainda que está extinto, considero que é importante para entender a situaçom actual.
  • O Bloque Nacionalista Galego. Os esforços da UPG para agrupar o nacionalismo cristalizarom finalmente numha frente comum da esquerda, posteriormente centro-esquerda na que um micro-partido (leninista?) controla umha masa de militantes de diferentes tendencias ideológicas. Esta masa absorverá todos os micropartidos nacionalistas, excepto os máis radicais e os de dereitas.
  • Diferentes partidos radicais e estigmatizados, que pasarám a serem anécdotas na historia, ainda que algúm reivindique algum protagonismo puntual, quase exclusivamente nos medios de comunicaçom afíns ao nacionalismo.

Este periodo histórico acava em 1989 quando Manuel Fraga Iribarne logra a maioría absoluta, o Bloco convérte-se no único referente da esquerda galeguista e Coalición Galega afúnde-se polo seu propio peso (1993).

Na próxima entrada falarei do previo ao período actual, enmarcado polo apogeo e posterior caída do BNG e as perspectivas actuais do nacionalismo. Está a ser umha serie entretida, espero que goçedes tanto dela ao le-la como eu o estou a fazer escrevendo-a.

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Breve historia do nacionalismo galego. Parte II. A consolidaçom

Ja sei que nom atualizo o blog regularmente, máis as minhas múltiples ocupaçons fazem-me ter pouco tempo para encher este espaço. Como agora tenho umha breve pausa, vou continuar a historia no lugar onde a deixei: os anos vinte.

Após a Primeira Guerra Mundial, com a enorme perda de vidas que supujo, chegou o colapso dos grandes imperios. Ademáis da caída do imperio Austro-húngaro, desfeito em verdadeiras naçons, sucederom enormes trocos como o surgimento da Uniom Soviética ou a independencia da Irlanda. Umha vez máis os feitos que ocurrem fora das fronteiras do nosso país teram repercussom no nosso.

No reino da España, o colapso economico chega com o fim da guerra e do negocio ao redor dela. O que parece ser um fenómeno cíclico para o ja pequeno imperio espanhol provoca, sumado ao desastre da colonizaçom africana, o fracasso da monarquía «liberal» decimonónica, ja caduca e a súa substituçom pola evoluçom dos «regentes» também decimonónicos: a ditadura, neste caso de Primo de Rivera.

Este novo ditador, situado a meias entre as ditaduras do século XIX, tabernarias, e as da segunda metade do século XX, totalitarias, é paradóxicamente máis permisivo que o régime anterior com os partidos minoritarios. É assim como aparecem dúas novas forças que condicionaram a vida política pequeno imperial: o lerrouxismo e o nacionalismo. Escreberei sobre a segunda que é a que máis nos interesa. A primeira acabará diluíndo-se com os movementos fascistas a finais deste período.

Umha das figuras claves deste momento é Antón Vilar Ponte, quem inspirado pola independencia de Irlanda, encontra similitudes evidentes entre os dous países e comeza a organizar varios protopartidos que cristalizarán no Partido Galeguista de Castelao e Bóveda da Segunda República. As críticas que se fazem neste período, por exemplo, ás mortes provocadas pola guerra de inpendencia irlandesa som umha vez máis interesadas, ja que as baixas irlandesas forom mui superiores na guerra mundial (51000 oficialmente) que na de independencia (4000 segundo estimacións, incluindo civiles). Está claro que 4000 mortos som muitos, mais nom chega nem á décima parte dos provocados pola guerra entre as «grandes» naçons europeias.

Co aumento da tirania e desgoverno de Primo de Rivera, chega a Segunda República. O estatuto de autonomia, daquela chamado «proxecto de estado galego incluido na república española» é redactado em 1931, máis é sucesivamente boicoteado polos governos centrais de turno até o 1936 no que é votado meses antes da guerra. Aínda o último governo da república, da Frente Popular na que estava incluido o daquela referente Partido Galeguista impom condiçons absurdas para a celebraçom do referémdum. Apoiado também polos comunistas, daquela respectuosos co dereito de autodeterminaçom dos povos, e por umha dereita galega nom contagiada do fascismo importado de Europa e cultivado nos cuarteis militares, o estatuto apróva-se em referéndum sem oposiçom. Ás poucas semanas, estalará a guerra.

Com a guerra e a vitoria dos fascistas remata este ciclo, breve máis convulso e intenso, desta nossa historia. O partido galeguista extínguese a base de fusilamentos e uns poucos poderam escapar cara, principalmente América. Outros poucos galeguista ficaram no país e prostituiram-se moralmente para sobrevivir no novo régime. Máis essa parte contarei-na no seguinte capítulo: a Longa Noite de Pedra e a gélida manhá que a seguiu.

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História do Galeguismo. Parte I: a origem

Quando começa o galeguismo ou nacionalismo galego? Poderia começar polos celtas, pola provincia romana de Gallaecia, polo reino suevo, polos irmandinhos… mais o punto de partida do nacionalismo galego moderno como movemento social organizado e concebido como a plasmaçom dumha ideología política é o s.XIX.

Como está perfeitamente documentado, o galeguismo começa da mao do movimento cultural conecido como o «Rexurdimento» a meiados do s. XIX, ainda que nom por aquel tempo recibirá políticamente o nome de provincialismo, regionalismo e, entrado o século XX, nacionalismo.

Nom é umha ideologia recente, pertence á época da génese das ideologias de masa (socialismo, comunismo, anarquismo), que nom foram posíveis até entóm, e que se virom posibilitadas polos avances que a revoluçom industrial trouxo, em maior ou menor medida, também até a Galiza. É pois, tam antiga como o resto de ideologias que existem na actualidade. Por que nom existiu antes? Pois fundamentalmente porque nom se derom as condicións necesarias para que isso sucedera, principalmente que houvera umha certa porcentagem da populaçom alfabetizada.

No contexto histórico daqueles anos, na Europa coexistiam diferentes tipos de naçons-estado. O mapa político era mui diferente do actual. Para resumir:

  • Por umha parte, estavam os grandes imperios. Uns no seu apogeo, como o británico, o francés e o austro-húngaro. Outros na súa decadencia, como o holandés, o español, o portugués ou o otomano. Seguía a ser a época dos imperios.
  • O proceso de descolonizaçom americano estaba mui recente. E con ele o fracaso do modelo imperial.
  • O modelo feudal seguia vixente na maior parte de Europa, modelo que finalizaría coa formaçom de novos estados como Alemanha e Italia.
  • A revoluçom francesa e a independencia dos EEUU revolucionan o mundo. Todo é posível agora.
  • O movemento cultural romántico, que levava implícita a exaltaçom nacional, vivía o seu momento de espledor.

É nese momento, e nom antes, quando jurdem na Europa a idea das naçons e das súa posibilidades. A idea de que a naçom espanhola é eterna e as demais simples accidentes históricos, é ridícula e maliciosa. Deste jeito, a idea de naçom espanhola é contemporánea da de naçom galega, sendo a primeria criada fundamentalmente com o fim de respaldar as guerras imperialistas (África, Cuba, Chile, etc…) e a segunda para oponher-se a elas e á emigraçom que começou nesse século também a ser masiva.

Neste momento histórico, os documentos científicos, por influencia francesa, começam a escreverem-se em primeiro lugar na língua do estado corresondente. O latim começa a perder o seu posto de língua franca. Os estados começam a ter máis controlados aos seus cidadáns, como consecuencia inevitável da melhora dos meios de locomoçom. O estado, símbolo de progreso, começa a substituir ao imperio, símbolo do velho régime.

Por que o galeguismo nom foi posível con anterioridade? Ademais do baixo nível cultural, o factor máis inhibidor do nacionalismo foi o enorme poder do Imperio Español, imperio construído, como todos, coa sangue dos povos, sometidos ou sometedores, que o compunham. Outro factor decisivo foi a enorme cantidade de ouro e riqueças chegadas de América até a metrópole. Esse feito tivo umha importancia capital no desenrolo de todo o Imperio, condicionando a súa economía durante séculos. Os chamados Séculos Escuros, fóro-no por muitos motivos, máis a alianza entre Imperio Espanhol e a Igrexa Católica foi clave para o sometemento de povos como o galego para um fim superior: a expansom do catolicismo no mundo.

Por otra banda, umha das críticas que se fazem habitualmente aos nacionalismos desta época é a súa deriva étnica de cara a posicións que exageradamente se prentendem «proto-nazistas». Críticas interesadamente sacadas de contexto, xa que as numerosas alusións á raça, aos antergos e a umha presunta supremacía étnica sobre o resto dos povos só podem entenderse desde a perspectiva da necesidade de artelhar um pasado glorioso, do que o nosso povo se vira privado de jeito ominoso.

As figuras claves deste periodo som Manuel Murguía, Eduardo Pondal e os participantes no Rexurdimento em geral. O punto culminante da etapa sería a constituçom na Havana da Real Academia Galega, com a aportaçom do himno e dumha escrita. A começos do século XIX, o castelam homogeniça a súa escrita. O galego terá que esperar um século, ja que nom terá o apoio do estado até o último quinto do século XX. Esse tempo é o motivo principal polo que a norma oficial é a baseada no castelam e nom na etimologia latina na que deveria.

O periodo podémo-lo finalizar com a catarse dos imperios na Primeira Guerra Mundial. O imperio espanhol já tivera a sua hecatombe com a perda das últimas colonias americanas, e essas enormes catástrofes humanas provocan um novo clima na Europa. Surgem os ares de cambio: o nacionalismo colhe corpo real e organíza-se como pode em asociacións e partidos políticos. E nese punto continuaremos a nosa historia na seguinte entrega: O periodo de entreguerras e a consolidaçom.

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Historia do nacionalismo galego. Introduçom

Agora mesmo no país estamos a viver umha época de inmobilismo absoluto. A maioría esmagadora que logrou a direita centralista no Parlamento Galego provoca o retorno do estancamento no que levamos sumidos, con poucas excepçons, os últimos 70 e longos anos. Tendo en conta isto e outros factores, como a atençom e tempo que lhe levo adicado ao asunto prácticamente desde que tenho uso de razóm, dispónho-me a relatar umha breve e incompleta, ainda que espero reveladora, historia do movemento nacional galego.
Nom é nengúm segredo que o nacionalismo galego atravessa um dos seus peores momentos. E aínda assim, segue a ser peza chave, motor e forza com grande influência na política e na sociedade galegas. Um movemento que, como todos os nascidos na época do Romanticismo, é dizer, a meiados do século XIX, esperta grandes paijons, odios e todo tipo de sentimentos contrapostos. Ás veces até numha mesma pessoa.
Debo dizer em primeiro lugar que eu nom sou umha pessoa excesivamente qualificada para narrar esta Historia. Existem muitas outras melhor preparadas para conta-la. Ainda assim, espero poder iluminar certos aspectos escuros, ademais de desmontar certos mitos interesados, aceitados de boa gana e difundidos com fe ruim. Também influi que dous madrilenhos me devam dinheiro e nom tenha data de cobro para eses quartos.

Um esquema do que vai vir:

  • Para começar a falar do nacionalismo, sem asustarse, vou começar polo seu nacemento: o Rexurdimento. O movemento cultural e esse século tam escuro e tam latoso para os estudantes de Bacharelato que é o XIX e começos do XX.
  • A segunda parte, será a consolidaçom. A transformaçom da ideologia em força política da mao primeiro da debacle espanhola do 98 e, quiçabes máis importante, da brutal matança de milhoes de pessoas provocada polos grandes estados na Primeira Guerra Mundial. Esse será o tempo da formaçom do máis grande referente político do nacionalismo: o Partido Galeguista de Castelao.
  • A terceira parte versará sobre os anos escuros da ditadura, do exilio e da transiçom ate a actual e presunta «democracia». Dúas etapas que nom podem ir separadas, ja que devem entenderse como um todo. E em muitos casos, incluso com os mesmos actores.
  • A cuarta parte cubrirá toda a etapa do tam desprestigiado Estatuto de Autonomia vigente e a consolidaçom do partido nado para enfrontar-se a ele: o Bloque, ademáis do outro partido nacionalista que chegou a ter tanta ou máis importancia que o Bloque e do que agora interesadamente nunca se fala: «Coalición Galega».
  • E por último, toda boa serie tem que ter um epílogo. Espero chegar para ve-lo.

Em resume, máis literatura derramada, desta vez em forma de crónica histórica aligeirada. Justo o que o pais máis necesita agora.

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Mundo Social

Actualmente, vivimos nun mundo cada vez máis social (que nom socialista). Isto é: as relaçóns sociais cobram cada vez máis importancia. Nom é que antes nom a tiveram, sempre forom mui importantes. Mais é agora, neste mundo no que um pode intercambiar álbumes de fotos familiares completos com seus parentes no Rio Grande do Sul em segundos, no que as relaçons sociais se tornam o fundamento da sociedade.
Nom é casual o auge das redes sociais no mundo da informática. O comunicarse continuamente com um grande número de pessoas, mais ou menos relacionadas entre si é um dos eixos desta sociedade.
Por suposto, este fenómeno ten características tanto positivas como negativas. Como positivas: unha maior comunicaçom entre os indivíduos tem como resultado um menor número de conflitos e soluçons máis doadas a eles. Como ponto negativo, a sobrevaloraçom das qualidades sociais sobre o resto (as prácticas, analíticas…) fai que en ocasións se valore máis a umha pessoa pola sua popularidade que polo seu traballo ou mérito.
O tempo falará sobre a evolución da sociedade. Sempre tendo en conta, claro está, que a nossa perspectiva occidental é tremendamente isolacionista. Aíllanos de todo o que nom seja o entretecido: EEUU-Europa Occidental e satélites, polo que pode que noutras partes do mundo estejam a suceder outro tipo de evolucións e movimentos que sejam os que realmente marquem a pauta e transformem realmente o mundo actual. E nós olhando para o nosso Facebook, Twitter, Linked-in, Orkut…

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Eufalo.tv

Umha outra creaçom de «A Navalla Suíza». Sobram as palavras.

Podedes acha-lo em http://eufalo.tv . E, polo que parece, em breve haverá máis contidos.

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O pixím: umha outra lingua em perigo de extinçom

Que é o pixim (ou pixín)? Para começar, haveria que aclarar que pixim é, no seu primeiro significado, um gentilício. Os pixíns som os habitantes de Carinho, ou máis concretamente da parroquia de Carinho, no antigo concelho de Ortigueira e agora concelho autónomo do mesmo nome. A razóm de que assim se chamem nom tem umha explicaçao mui clara. De feito, existem várias teorias nas que nom vou entrar.
A segunda acepçom do termo é a do «dialecto» ou jeito de falar propio dessa gente. Como forma máis conhecida é o emprego, uso e abuso do ‘i’. Em Carinho, o normal é dizer: imos piscar (vamos pescar), o riló (reloxo), lancha mitora… Sem dúvida trátase dum vestigio dumha antiga lingua que se transmitiu ao romance galego actual.
Por desgraça, a transmissom desse patrimonio oral ve-se interrumpida na actualidade. Os novos habitantes, a gente alfabetizada em castelam e galego-castelam ja nom continua a falar como os seus ancestros.
Pouco a pouco, coa chegada dos novos meios de comunicaçom e a enorme sodomizaçom oral da televissom o dialecto morre, substituido por umha nova forma de expressom, presuntamente neutra e carente da emotividade da jerga substituida.
É já um processo habitual, presente no século XX e acelerado neste começo do século XXI. E nom vai dar marcha atrás.

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Olark Livehelp